O filme No Ritmo do Sistema apresenta Henry Ford, o homem que marcou a primeira metade do século XX. Antes de ser o fundador da Ford Motor Company, ele era filho de um fazendeiro e visionava construir um carro para facilitar a vida do homem.
Mas isto não era o bastante para o americano. Henry Ford ambicionava tornar o automóvel tão barato a ponto de ser consumido por todos. Assim surgiu o Ford Modelo T em 1908. A produção em larga escala, utilizando linhas de montagem, instalou o consumo de massa.
Ford aperfeiçoou o processo de montagem, baseando-se nos princípios de padronização e simplificação de Frederick Taylor. Os veículos eram montados em esteiras rolantes. Cada operário realizava uma etapa específica, dentro de um controlado ritmo de trabalho.
Os procedimentos deveriam ser simples, procurando eliminar qualquer incerteza durante o processo. Para trabalhar na Ford Motor Company não era necessária qualquer qualificação, assim muitos imigrantes europeus vindos do campo foram construir carros para Henry Ford.
Uma das características marcantes do empresário era sua obsessão por controle. Através da uniformidade, Ford era capaz de controlar seus produtos e as pessoas. Ficou famosa a frase em que ele dizia poderiam ser produzidos automóveis de qualquer cor, desde que fossem pretos.
Henry Ford basicamente dizia o que o americano médio deveria consumir no início do século XX. E mesmo depois de seu declínio, as idéias de Ford continuaram a serem utilizadas em redes de fast-food e telemarketing.
(Ana Luísa Borgongino - 13h)
sábado, 16 de agosto de 2008
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