sábado, 16 de agosto de 2008

Camila Salles - "O Ritmo do Sistema"

O paradoxo do sistema padronizado

O documentário O ritmo do sistema é em torno dos sistemas capitalistas de produção criados e desenvolvidos por Ford e Taylor e sua conseqüente criação: a linha de montagem. O foco do filme é o controle desses sistemas econômicos sob as ações humanas submetidas a um processo de produção padronizado que não exige o raciocínio do ser pensante.

Nas linhas de montagem, cada operário tinha uma função a desempenhar, sendo assim ignorava o que se passava nas outras etapas de produção. É o que Marx chamava de alienação do trabalho.

Com a padronização da produção, todo o processo se repetia e montar um automóvel era como seguir uma receita. A padronização não acontecia só com automóveis, o hambúrguer das lanchonetes fast food também é um exemplo desta repetição na produção. Trata-se de tecnologia alimentícia que ainda desempenha um papel importante nos dias de hoje. Os fast food podem ser encontrados com mais freqüência atualmente. Seus funcionários agem como se fossem programados. É paradoxal que o racional que fora valorizado quando Ford criou seu primeiro carro não exista quando seu próprio sistema é colocado em prática.

Palavra: repetição

(Camila Salles, turma das 17 horas)

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