O vídeo “No ritmo do Sistema” relata o Fordismo sendo um sistema de racionalização de produção em massa junto aos princípios do Taylorismo na evolução da tecnologia no século XIX e XX.
O modelo de produção de massa revolucionou a indústria automobilísta utilizando o sistema de padronização. Ford iniciou seu projeto desenvolvendo técnicas avançadas para época com a meta de buscar o aumento de produção no menor espaço de tempo, usufruindo o trabalhador uma forma mecânica durante todo o dia.
No documentário fica nítido que devido a sua ambição criou o mercado de massa para os automóveis. Ford conseguiu fazer o automóvel ser acessível à massa popular de forma barata, atingindo então seu objetivo.
Pode-se perceber durante o vídeo que o fordismo é um sistema produtivo baseado no aperfeiçoamento da linha de montagem que trouxe aos operários o conceito de “alienação” pois não era mais necessária a qualificação dos trabalhadores. Os trabalhadores por sua vez eram organizados de forma sistematizada, ou seja, o operário teria uma atividade específica -especialização do trabalho - no sistema produtivo da indústria. Assim, cada indivíduo deveria cumprir sua tarefa no menor tempo possível, causando a superexploração. Na verdade, o documentário mostra que ocorria a mecanização do trabalho, já que o indivíduo apenas executava ordens sem participar do planejamento intelectual da atividade. Logo, as máquinas por ser ágil e ter habilidade iriam ocupando os lugares dos trabalhadores.
As regras excessivas e uniformes podem ser comparadas com o militarismo, já que Ford era completamente controlador para que nada afetasse seus negócios. Fez-se então famosa a frase de que poderiam ser produzidos automóveis de qualquer cor, contanto que todos fossem pretos.
Tudo à nossa volta são como peças padronizadas e intercambiáveis os que provocam a idéia de repetição incluindo também na arte. Nas lanchonetes, a ordem em que montam o hambúrguer é considerada uma tecnologia alimentícia, baseando-se num conjunto de especificações. No filme ensina que a palavra “especificação “define a expressão de tecnologia.
Nota-se também como o controle é aplicado a qualquer tipo de trabalho. Fez-se a comparação da indústria com ambientes que o ser humano vive no cotidiano. O aeroporto é um exemplo de que é necessário ter componentes organizados para atender a uma necessidade. A partir desse aspecto, o vídeo diz o ser humano ser dotado de incertezas, logo deve ser controlado.
O fordismo-taylorismo participa até hoje no nosso dia-a dia. Desde que foi criado esse modelo, percute hoje na produtividade do trabalho e na sociedade. Implica nos hábitos e costumes diários de nossas vidas. Fez adaptar-se a construção de uma nova sociedade econômica e intelectual que nos ensinou a nova versão do conceito de trabalho.
(Marina Coelho P.Silva - 17h)
sábado, 16 de agosto de 2008
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