Havia naquele período dois desejos paralelos. De um lado, eliminar a incerteza – o homem é tido como uma incerteza -, e de outro, desfrutar de bens materiais. Neste contexto surgiu o empresário estadunidense Henry Ford. Atendendo às necessidades industriais, deu início a linha de montagem e, atendendo ao anseio de consumo da população, criou o T-1.
A chegada do Fordismo provocou uma grande transformação no papel do homem. Com a linha de montagem o homem perde a percepção do seu trabalho, se tornando parte de uma engrenagem, se desqualificando. Dentro desse sistema de organização a habilidade de se tornou algo desnecessário.
Para ilustrar a transformação no modo de trabalho temos como exemplo a lanchonete americana Wendy’s, onde cada comanda deve ser realizada em 15 segundos. Os funcionários não precisam ter experiência e, tão poucos precisam pensar. Controlados pelas máquinas, a mão-de-obra dos operários fica mais barata.
O desenvolvimento da tecnologia amplia nosso alcance com organizações e sistemas. Contudo, o sistema pressiona, no caso da linha de montagem, é ela que impõe o ritmo. Como característica principal do Fordismo está o controle. Outra intervenção muito relevante foi realizada por Taylor com a implantação da administração científica.
Com o Fordismo e o Taylorismo a habilidade e a competência do homem foram passadas para as máquinas e repassados para os sistemas. Com todas essas imposições deve-se atentar ao espaço da criatividade do homem e da mecanização da pessoa
Palavra: Controle
(Antonio Barbosa)
terça-feira, 26 de agosto de 2008
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