O documentário “O ritmo do sistema”, veiculado no Brasil pela GNT, mostra como o fordismo conseguiu alcançar o sucesso no século XX. Beirando a crise de 1929 e com um país cheio de imigrantes, Henry Ford realizou seu desejo de fabricar um carro acessível a todos em 1927 com o Modelo T, que chegou a custar apenas 300 dólares.
Ford organizou um método de fabricação que produzia mais em menos tempo; é a produção em massa com o aperfeiçoamento da linha de montagem. Houve a especialização do trabalhador, na qual a atividade repetitiva e uniforme foi possível, principalmente, pela padronização das peças.
Perdido o conhecimento total do método de produção, há no operário uma alienação da mão de obra. Não que isso seja ruim para o sistema capitalista, ao contrário. Buscando formas de aumentar o lucro, Frederick Taylor cronometrou os passos do trabalhador: o tempo exato de trabalho e, também, de descanso.
“O ritmo do sistema” envolve questões fundamentais de poder que são vistas ainda hoje. Nos fast-foods, por exemplo, fordismo e taylorismo se apresentam na função de cada funcionário e no tempo maquinalmente cronometrado de preparo das refeições.
(Lorena Conci)
sábado, 16 de agosto de 2008
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