O filme relata a mudança sistêmica, cultural e sócio-econômica causada pelo Taylorismo, sistema de gerenciamento criado por Frederick Winslow Taylor e, subseqüentemente, por seu sucessor, o Fordismo, criado por Henry Ford, no início do século XX.
Através da análise dos indivíduos envolvidos em uma tarefa e do tempo disponível para realizá-la, Taylor foi capaz de determinar uma maneira de otimizar todo um processo de produção, viabilizando assim o melhor aproveitamento dos aspectos inerentes a ele.
Tanto ele quanto Ford foram responsáveis pelo desenvolvimento da produção em escala, assim como das linhas de montagem, e foi por meio de suas idéias que uma série de aplicações práticas foram desenvolvidas de forma a aumentar a produtividade em diversos ambientes industriais. Seus sistemas podem ser vistos em cadeias de fast-food, assim como em linhas de montagem automotivas, onde, em muitos casos, acaba ocorrendo a alienação do trabalhador, prevista por Karl Marx no Manifesto Comunista.
Entre algumas das idéias de Taylor acerca da otimização da produtividade estão a inserção de um tempo determinado para descanso, a fim de que o operário possa recuperar sua energia e tornar a aplicá-la em sua tarefa. Além disso, determinou-se também um sistema hierárquico entre a mão-de-obra trabalhadora e o sistema de gerenciamento da produção.
Para Ford, fazia-se necessária a divisão de todo o processo industrial em pequenas tarefas executáveis por trabalhadores que não necessitassem de conhecimento específico prévio para tal. Os componentes que envolviam a produção industrial deveriam ser padronizados e o maquinário organizado em uma ordem hierárquica de forma que o produto final fosse montado de maneira correta. Por fim, o processo de produção deveria estar atrelado a uma linha de montagem automatizada. Ele observou também que um funcionário não iria abrir mão de seu bem-estar em detrimento de uma produção mais acelerada obtendo como compensação o mesmo salário, e portanto, percebeu que ensiná-lo a desenvolver melhor sua tarefa iria aumentar sua produtividade.
Todos esses processos foram extremamente benéficos para o desenvolvimento da tecnologia e dos bens de consumo atuais de maneira tão eficiente e rápida. No entanto, tais sistemas possuem falhas, já que não contam com a diferença entre cada indivíduo e ignoram o fato de que os interesses econômicos do trabalhador e da gerência são raramente idênticos e que, por isso, tanto os métodos de recuperação e avaliação podem ser sabotados pelos operários.
(Felipe Bellard – 13h)
terça-feira, 19 de agosto de 2008
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