terça-feira, 19 de agosto de 2008

Catharina Caiado - "O Ritmo do Sistema"

A era fordista: “O ritmo do sistema”

No inicio do século XX, Henry Ford revolucionou o sistema de produção americano. Sua idéia central era “produção em massa para consumo em massa”. Fascinado com o poder da mobilidade, da tecnologia e da informação, seu objetivo inicial era produzir um automóvel que estivesse ao alcance do povo americano – que sofria as conseqüências de uma crise econômica. Racional, Ford era adepto de que o universo devia ser regido pela razão – eliminando assim, as incertezas. Com uma fusão de maquinários eficientes e uma organização no sistema – garantindo um controle -, seu plano se tornaria bem sucedido.

Em “O ritmo do sistema” (“The beat of the system” em seu original), a trajetória de Henry Ford e seu Ford T são desmitificadas. Um automóvel coordenado com peças padronizadas garantia leveza e resistência ao carro. Sua linha de produção em massa assegurava um controle e uma uniformidade de pessoas e produtos. Assim como um custo pequeno em termos do lucro. Seus funcionários tinham de ser ágeis, mas habilidade técnica não era essencial.

Nesse cenário, o trabalhador industrial tem sua imaginação e julgamento subjetivo comprometidos. A criação de um robot teria sido herança natural dos modelos fordista e taylorista*. Criou-se também uma discussão em torno do conceito de uma sociedade em que o sistema está superior ao homem. São infinitas as polêmicas e teorias que surgiram em função das conseqüências de sua produção de massa.

No entanto, não há quem negue: Ford não foi apenas o inventor do automóvel. Henry Ford – como mostra a história-, foi um grande transformador do sistema de produção, um precursor da liberdade, um verdadeiro herói industrial.

*Friedrich Taylor estudou - no inicio do século XX- o tempo e o movimento. Padronizando tarefas através de uma administração cientifica, seu método de trabalho era obsessivamente controlado com o auxilio de um cronômetro.

(Catharina Caiado)

Nenhum comentário: