sábado, 16 de agosto de 2008

Camile König - "O Ritmo do Sistema"

Com a expansão e a melhoria na qualidade de vida da classe média no fim do século XIX, as pessoas passam a ter necessidade de possuir e exibir bens materiais. Pode-se considerar um período de “hiperconsumismo”.

Henry Ford é o “triunfo da racionalidade sobre a natureza”. Cria um produto, o carro, modelo T, que supre esta necessidade de consumo e luxo da época. Com a sua inovadora linha de montagem, controlava o que e como o operário ia fazer e controlava também o produto.

O operário deixa de conhecer o processo de fabricação como um todo, e se especializa em apenas um momento da montagem do produto. Agora ele só precisa ser rápido para acompanhar o ritmo da fábrica (o ritmo que o dono quer), fazendo movimentos repetitivos. Há a padronização do sistema de produção.

O processo deixa de ser artesanal e a manutenção do carro fica mais fácil, já que há a produção em massa de todas as peças. Dessa maneira, com a uniformidade e o aumento da produção de peças, o modelo T fica acessível a todos. Os próprios operários compravam o carro.

A produção em massa melhora a vida das pessoas nos EUA na 1° metade do século XX. O método de Henry Ford foi copiado pelo mundo todo. Na Alemanha cria-se o Fusca, que supera o modelo T.

Esta maneira de padronização do sistema de produção pode ser comparada ao militarismo, apenas obedecendo a regras, sem saber o resultado final. Pode ser notado com facilidade nos dias de hoje, como por exemplo, nos centros de tele marketing, em que funcionários agem praticamente como máquinas.

(Camile König)

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