Com a expansão e a melhoria na qualidade de vida da classe média no fim do século XIX, as pessoas passam a ter necessidade de possuir e exibir bens materiais. Pode-se considerar um período de “hiperconsumismo”.
Henry Ford é o “triunfo da racionalidade sobre a natureza”. Cria um produto, o carro, modelo T, que supre esta necessidade de consumo e luxo da época. Com a sua inovadora linha de montagem, controlava o que e como o operário ia fazer e controlava também o produto.
O operário deixa de conhecer o processo de fabricação como um todo, e se especializa em apenas um momento da montagem do produto. Agora ele só precisa ser rápido para acompanhar o ritmo da fábrica (o ritmo que o dono quer), fazendo movimentos repetitivos. Há a padronização do sistema de produção.
O processo deixa de ser artesanal e a manutenção do carro fica mais fácil, já que há a produção em massa de todas as peças. Dessa maneira, com a uniformidade e o aumento da produção de peças, o modelo T fica acessível a todos. Os próprios operários compravam o carro.
A produção em massa melhora a vida das pessoas nos EUA na 1° metade do século XX. O método de Henry Ford foi copiado pelo mundo todo. Na Alemanha cria-se o Fusca, que supera o modelo T.
Esta maneira de padronização do sistema de produção pode ser comparada ao militarismo, apenas obedecendo a regras, sem saber o resultado final. Pode ser notado com facilidade nos dias de hoje, como por exemplo, nos centros de tele marketing, em que funcionários agem praticamente como máquinas.
(Camile König)
sábado, 16 de agosto de 2008
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